Maranhão envelhece em ritmo acelerado, e FFI propõe curso superior para formar profissionais da longevidade

Curso Superior de Tecnologia em Gerontologia, presencial, prevê 100 vagas anuais em São Luís, com início previsto para o segundo semestre de 2027

São Luís (MA) — Em apenas doze anos, o Maranhão mudou de idade. Entre 2010 e 2022, a idade mediana da população do estado passou de 24 para 30 anos, e o índice de envelhecimento, que mede quantas pessoas com 60 anos ou mais existem para cada 100 crianças de até 14 anos, quase dobrou: saiu de 28 para 50, segundo o Censo Demográfico do IBGE. Em São Luís, o indicador já chega a 65.

É diante desse cenário que a Formação Faculdade Integrada (FFI) apresenta o projeto pedagógico do seu Curso Superior de Tecnologia em Gerontologia. A proposta é formar profissionais capazes de planejar, gerir, acompanhar e avaliar ações, serviços e projetos voltados à pessoa idosa, às famílias e às relações entre gerações.

Um país que vive mais

A mudança não é só maranhense. Entre 2000 e 2023, a proporção de brasileiros com 60 anos ou mais praticamente dobrou, de 8,7% para 15,6% da população. As projeções do IBGE indicam que, em 2070, cerca de 37,8% dos brasileiros serão idosos, e a esperança de vida ao nascer pode passar de 76,4 para 83,9 anos.

Na capital maranhense, os efeitos já aparecem nos serviços públicos. O diagnóstico do Plano Municipal de Saúde 2026–2029 registra que, em 2023, 66,8% dos óbitos em São Luís ocorreram entre pessoas com 60 anos ou mais, e aponta a necessidade de reorganizar a atenção diante da transição demográfica. Ao mesmo tempo, novas políticas vêm sendo criadas, como o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi), instituído em 2025 na Atenção Primária à Saúde.

Como será o curso

O curso será integralmente presencial, com 100 vagas anuais (50 no turno matutino e 50 no vespertino), duração de três anos divididos em seis semestres e carga horária total de 2.400 horas. Desse total, 240 horas são de extensão curricularizada, 200 horas de estágio supervisionado, 60 horas de Trabalho de Conclusão de Curso e 100 horas de atividades complementares. As aulas acontecerão na Unidade Maracanã, em São Luís.

A matriz curricular foi organizada em progressão. Nos primeiros semestres, os estudantes conhecem as bases biológicas, psicológicas, sociais e culturais do envelhecimento, além de demografia e território. Em seguida, aprofundam temas como saúde e funcionalidade, saúde mental, famílias e redes de apoio, e as desigualdades que atravessam a velhice.

A partir do terceiro semestre, o foco passa aos direitos da pessoa idosa, às políticas públicas, à acessibilidade, às tecnologias assistivas e à inclusão digital. Na reta final, entram gestão de programas e serviços, indicadores, pesquisa aplicada, inteligência artificial aplicada à Gerontologia e inovação social e empreendedorismo na economia da longevidade. Entre as optativas estão Gerontologia Rural, Territorialidades e Modos de Vida; Envelhecimento, Trabalho e Aposentadoria; e Arte, Cultura, Lazer e Longevidade.

Aprender no território

Um dos diferenciais do projeto é o chamado percurso extensionista progressivo: há um projeto de extensão em todos os semestres. O estudante começa conhecendo como se envelhece no território, passa pela investigação das condições de vida e das redes de apoio, trabalha direitos e acessibilidade, planeja ações e, por fim, desenvolve e avalia soluções junto à comunidade, com devolutiva social dos resultados.

A própria Unidade Maracanã deverá funcionar como espaço de prática para atividades de acessibilidade, inclusão digital, convivência e encontros entre gerações. O tema digital é estratégico: segundo o IBGE, o uso de internet entre pessoas com 60 anos ou mais subiu de 44,8% em 2019 para 57,5% em 2021.

Uma trajetória que vem de longe

A proposta dá continuidade à história do Grupo Formação. O Instituto Formação (Formação – Centro de Apoio à Educação Básica), fundado em 1999, atua há mais de duas décadas com educação, saúde, políticas públicas e desenvolvimento territorial no Maranhão, incluindo a Baixada Maranhense. Desde 2011, a instituição mantém um grupo dedicado ao estudo das práticas intergeracionais. Credenciada pelo MEC em 2019, a FFI possui conceito institucional 4 (2024).

“A Gerontologia é a continuação natural do nosso caminho. O Maranhão precisa de profissionais preparados para organizar uma vida longa com dignidade, participação e direitos, a partir dos territórios onde as pessoas vivem”, afirma Regina Cabral, presidente da mantenedora e dirigente da FFI.

Onde o tecnólogo poderá atuar

O egresso poderá integrar equipes interdisciplinares em serviços de saúde e de assistência social, centros de convivência, instituições de longa permanência, organizações da sociedade civil, órgãos de gestão pública e empresas que desenvolvem produtos e serviços para a longevidade, sempre respeitando as atribuições próprias das profissões regulamentadas.

SERVIÇO
Curso: Superior de Tecnologia em Gerontologia (presencial)
Instituição: Formação Faculdade Integrada – FFI
Vagas: 100 por ano (50 matutino · 50 vespertino)
Duração: 3 anos (6 semestres) · 2.400 horas
Local: Unidade Maracanã – Rua Santa Maria, 23, Alegria, Maracanã, São Luís/MA
Início previsto: 2º semestre de 2027
Mais informações: ffi.edu.br · (98) 3301-3882

Este curso, nos formatos presencial e EAD, estão sendo avaliados pelo MEC e esperamos, em breve, abrirmos as matriculas. Aguarde mais informações por nossas redes sociais.