Assinado por Regina Cabral
Esta biblioteca nasce como uma justa homenagem à primeira escritora brasileira, Maria Firmina dos Reis. Com ela, celebramos também todas as mestras, mestres e estudantes que trazem no coração o amor pelo ensino, pela leitura e por espaços sagrados como este.
De forma especial, In Memoriam, expressamos nossa profunda gratidão às pessoas queridas que, por meio da doação de livros e coleções, deixaram sua marca eterna em nossa história:
• Débora Baesse
• Liste Aleraro
• Rafael da Hora Campos
Estendemos nossa homenagem e agradecimento aos professores desta Faculdade, cujo desprendimento e generosidade enriquecem continuamente o nosso acervo com suas doações:
• Ana Flávia Frota Ferreira da Costa Oliveira
• Camila Aleraro
• Diane Pereira Sousa
• Diogo Cabral
• Francisca Passos
• Iramir Alves Araujo
• Jackeline Santos Tigre Magalhães
• José Diniz da Silva Filho
• Lídia Fernanda da Silva Vasconcelos
• Maria de Fátima Felix Rosar
• Maria José Ordonez
• Miriam Santos de Sousa
Em tempos de pressa e pixels, as bibliotecas resistem como templos de silêncio e faróis de permanência. Elas guardam muito mais que papel: abrigam a calmaria necessária para que a alma descanse da enxurrada de dados que inunda o cotidiano. Em um mundo fragmentado por notificações e verdades efêmeras, esses espaços oferecem o solo firme do conhecimento curado e o acolhimento democrático, onde o tempo desacelera e o pensamento profundo finalmente encontra espaço para florescer.








Essa busca pelo essencial acendeu um farol de resistência na Europa, onde nações decidiram silenciar o brilho artificial das telas para reencontrar a textura do saber. A Suécia tornou-se o coração desse movimento ao perceber que o excesso digital empobrecia a imaginação de suas crianças; o país recolheu os tabletsescolares e devolveu o protagonismo aos livros físicos. Caminhando sob a mesma luz, a Finlândia também recuou da modernidade excessiva, redescobrindo que a escrita à mão e o toque no papel são elos sagrados para fixar o aprendizado e a atenção.
A ciência apenas traduz o que o coração já sabe: o cérebro humano precisa do peso físico da página para ancorar suas memórias. Folhear um livro cria uma geografia afetiva na mente, transformando o ato de ler em uma jornada tátil que a rolagem infinita das telas jamais conseguirá imitar. Salvar as bibliotecas e escolher o papel é, portanto, um ato de amor e rebeldia, garantindo que as futuras gerações não percam a capacidade de sonhar acordadas e de compreender o mundo em toda a sua profundidade.
O Grupo Formação também acredita que é possível equilibrar o uso de telas com o manuseio das páginas abertas de um livro impresso. Por isso, mesmo integrando bibliotecas virtuais à sua estrutura, faz questão de instalar, desde o início de sua trajetória histórica, bibliotecas físicas e programações de leitura e escrita em todos os seus espaços. Coleções como Jovem Escritor, Quem escuta nossa voz, são apenas alguns exemplos, que se somam aos espaços de tecnologias como os Telecentros Jovens Cidadãos e Bibliotecas Comunitárias.
Soma-se a esta biblioteca, na unidade da FFI no Maracanã, o Bosque Cultivar. Um ambiente de reflexão e de cultivo da alma pelas palavras — tanto as ditas por cada um de nós quanto as escritas por tantos outros desde o início dos tempos.
Que a Biblioteca Maria Firmina dos Reis e o Bosque Cultivar, inaugurados no dia de hoje, sejam solos férteis para o cultivo de uma vida mais saudável e de uma cognição mais profunda. Que sejamos todos capazes de viajar pelo tempo através das páginas dos livros da Biblioteca e dos portais do Bosque Cultivar.




