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Ateliê Maruai

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O Ateliê Maruai é um projeto incubado pela Incubadora de Projetos Produtivos, do Instituto Formação, no âmbito do Projeto Comunidades Produtivas, apoiado pela empresa Vale. Como previsto na segunda etapa de incubação (metodologia do Formação), foi construído o Plano de Desenvolvimento do Negócio - PDN.

O PDN do Ateliê Maruai começou a ser discutido com as mulheres do empreendimento na Comunidade Maruai, no início da segunda etapa de incubação do projeto (agosto 2016). O primeiro momento foi de avaliação junto aos integrantes do projeto, na sede da organização comunitária de Maruai, quando foi explicada a metodologia 3 PI para o grupo de mulheres presentes.

Nos momentos iniciais de discussão sobre a importância do empreendimento nesta nova etapa em que a ênfase maior foi na produção de roupas e acessórios houve levantamentos do ponto de vista interno e externo dos pontos fortes, fracos, as ameaças que podem ter e sobre quais oportunidades podem surgir.

A matriz FOFA (SWOT) foi usada para organizar as fortalezas, fraquezas, oportunidades e ameaças que foram sendo identificadas no processo. No quadro abaixo podemos visualizar alguns desses aspectos positivos e negativos, do ponto de vista interno e externo à comunidade e aos vizinhos empreendedores.

Quadro 1 – Avaliação do Negócio (FOFA)

FATORES INTERNOS

Fortalezas

Uma ideia de negócio que foi se tornando mais clara com rico processo de formação e boa estruturação física e de equipamentos.

Experiência com customização.

Interesse em realizar uma atividade produtiva.

Projeto Comunitário envolvendo famílias participantes da organização comunitária de Maruai.

Apoio das famílias.

Interesse pela atividade artesanal e criativa de customização e costura.

Associação Comunitária como organizadora do negócio.

Liderança local que apoia.

Fraquezas

Pouca experiência com corte e costura.

Disputas.

 

 

FATORES EXTERNOS

Oportunidades

Apoio da Vale com subsídios para estruturar negócio.

Incubação pelo FCAEB com equipe de especialistas dedicado ao processo de capacitação, monitoramento e estruturação.

Possibilidade de se consolidar rede de vizinhos para ampliação de escala.

Participar da Rede Comunidade Produtiva.

Ameaças

Desânimo – caso ocorra.

Não formalização do negócio.

Comercialização – precisa ser estruturada.

 

Fonte: Líderes do Negócio.

Esse processo foi desenvolvido nas duas primeiras reuniões realizadas, mas ocorreram também ao longo do Programa de Formação em concepção, produção (corte e costura) e gestão, sobretudo nos momentos de discussão da gestão e da comercialização dos produtos.

Desde o início da incubação do projeto foi ressaltada a importância das mulheres empreendedoras não desanimarem com o trabalho inicial, quando ainda não existem rendimentos suficientes para pagamento de salários ou retirada dos “donos” do negócio. Todo empreendimento tem uma fase inicial onde apenas se investe em estrutura, capacitação e produção/comercialização.

A metodologia 3PI que ilustra esse fluxo de desenvolvimento foi adotada nas abordagens feitas pela equipe do Formação.

 

Sobre a metodologia 3 PI

Uma das preocupações mais recorrentes de quem se envolve em um empreendimento é a de como produzir e de como comercializar; somam-se a esses desafios os questionamentos: de que forma o meu esforço vai me beneficiar? como continuar quando o apoio acaba?

A primeira fase vivenciada em Maruai,  em 2015 foi da definição da ideia, esboço inicial do projeto, estruturação inicial do negócio e início da capacitação. Quando se finaliza essa etapa com êxito, os donos do empreendimento atravessam uma porta que se denomina de primeiro PI (Ponto de Inflexão). Mas essa fase não se sustenta se não houver continuidade no investimento do mesmo, o que continua ocorrendo na segunda fase do projeto (2016). Nesta fase, a capacitação e os investimentos em equipamentos e insumos continuam, agora a partir de ideias que se consolidam cada vez mais em um plano de desenvolvimento do negócio.

Este plano, parte das ideias das mulheres empreendedoras mediadas pela Incubadora e de dados coletados para elaboração da linha de base das famílias envolvidas (baseline). A Incubadora funciona como uma mistura de assessor que mostra possibilidades e coaching que faz o conhecimento que está interno a cada um aparecer.

Mesmo com avanços perceptíveis nos projeto, até esse momento da segunda fase, ainda há necessidade de se atravessar uma terceira porta com a consolidação da concepção e confecção das peças, das compras com autonomia (inclusive dos tecidos e de outros materiais) e das vendas que geram lucro e capital de giro para novos e contínuos investimentos.

Para o detalhamento do negócio e sua estruturação no PDN foi adotado também (com adaptação) o Modelo Canvas de Negócios (Business Model Canvas), ferramenta de planejamento estratégico que permite desenvolver e esboçar modelos de negócios novos ou já existentes, no âmbito da metodologia 3 PI. Como PI é Ponto de Inflexão, cada ponto de inflexão equivale a uma porta que se atravessa quando conhecimentos novos sobre o negócio e sua estruturação são apreendidos e a visão / compreensão do negócio é expandida.

É como se em cada etapa do negócio as empreendedoras fossem convidadas a se dedicarem a uma caminhada cuja meta fosse adquirir um tipo de conhecimento que as levassem a outro lugar. Nesse caso, a ideia, via a Incubadora, é a seguinte: cada um que empreende apesar do medo de fazê-lo deve ser gentilmente ajudado, não por muletas, mas pelo desvelamento das suas capacidades. Para isso, o principal papel da equipe do Formação é colocar luz no caminho, sinalizar, fazer com que cada mulher envolvida revele suas capacidades.

Cada etapa do negócio financiado/subsidiado pela Vale equivale a uma porta atravessada, a um PI.

O desenvolvimento do primeiro PI ocorreu em 2015, quando mulheres jovens e adultas de Maruai foram convidadas a discutirem ideias de negócio produtivo. Elas definiram o seu investimento a partir de um projeto de customização em sandálias que desenvolviam. Esse novo investimento seria em moda (confecção e acessórios) implantando o Atelie Maruai. Ao focarem nessa ideia tiveram o primeiro ponto de inflexão, atravessaram a primeira porta, o que significa dizer que nos últimos seis meses desse primeiro ano elas conseguiram:

- mobilizar-se;

- definir uma ideia;

- elaborar um projeto;

- iniciar processo de capacitação para desenvolvimento da ideia;

- ter o subsídio inicial para estruturação do negócio “Atelie Maruai”;

- acompanhamento da produção inicial e do primeiro desfile conceitual.

Em 2016, ainda sem terem total credibilidade no sucesso do seu empreendimento iniciaram as estratégias previstas no segundo PI. Essas estratégias foram voltadas para a travessia de uma segunda porta. Alcançaram nessa etapa:

- definição de uma baseline familiar – para referenciar momento atual e metas a alcançar;

- elaboração do Plano de Desenvolvimento do Negócio (PDN);

- desfile na comunidade para socializar com mais vizinhos o negócio;

- continuidade do processo de capacitação (local e em outros espaços como feiras e mercados);

- ampliação do investimento com aquisição de mais equipamentos e matéria prima para aumentar escala de produção;

- definição de identidade visual;

- definição dos produtos / coleções e dos respectivos preços;

- inicio das vendas para alcance de meta de arrecadação definida no PDN.

Em 2017/2018, a ideia é continuar o investimento no 3º PI, que equivale a:

- monitoramento do negócio;

- ampliação em 200% em relação a quantidade total vendida e a vender (2015-2016) das peças com investimento próprio (50%) e subsidiado (50%);

- intensificação da venda em eventos, feiras, condomínios (com envolvimento em rede de negócios e oportunidade de vendas fomentadas e subsidiadas);

- formalização do Negócio;

- construção de espaço próprio;

- inserção do negócio na Rede Comunidade Produtiva (pontos fixos de comercialização e feiras itinerantes em Praças e Condomínios);

- ampliação da área do Centro Comunitário para assegurar espaço específico do Ateliê.

Última atualização em Sex, 19 de Maio de 2017 13:42

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